Quando falo em cirurgia oncológica do aparelho digestivo, meu ponto de partida é simples: entender exatamente onde está a doença, qual é a sua extensão e o que a cirurgia pode entregar em termos de controle local, margem livre e qualidade de reconstrução. 

A partir do estadiamento, transformo exames em um plano cirúrgico objetivo, integrado com a equipe clínica quando necessário e com um pós-operatório previsível, documentado por escrito.

Tratamento cirúrgico de câncer do aparelho digestivo

A indicação cirúrgica depende de três eixos: ressecabilidade, condição clínica e benefício real para o caso. Em tumores ressecáveis do pâncreas, esôfago, estômago e intestino, a cirurgia costuma ser um pilar do tratamento, muitas vezes combinada a terapias antes ou depois do procedimento. Meu papel é alinhar com você o porquê da operação, como ela será feita e o que esperar nas primeiras semanas.

Cirurgia do Pâncreas

Cirurgia do Pâncreas

Em câncer de pâncreas, a decisão passa por saber se o tumor é ressecável, limítrofe (borderline) ou localmente avançado. Avalio a relação com vasos, a presença de metástases e as suas condições clínicas. Quando a doença é ressecável ou torna-se ressecável após tratamento sistêmico, planejo a ressecção adequada (por exemplo, pancreatectomia distal nos tumores de corpo/cauda) com atenção às margens e ao manejo do ducto pancreático.

Em cada cenário, explico riscos específicos (como fístula pancreática), o plano de analgesia, a progressão da dieta e as metas diárias de recuperação. Integro nutrição e oncologia conforme a necessidade, tanto para preparo quanto para o seguimento.

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Cirurgia do Estômago

Cirurgia do Estômago

Em câncer gástrico, a escolha entre gastrectomia parcial ou total depende da localização e da extensão do tumor, sempre com atenção à margem e à linfadenectomia. Planejo a reconstrução do trânsito de modo a reduzir sintomas como refluxo biliar e dumping quando possível, e integro suporte nutricional já no pré-operatório. O diálogo inclui riscos, metas de internação, sinais de alerta e calendário de retornos. Se houver indicação de terapia sistêmica, alinho as etapas com a oncologia.

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Cirurgia do Esôfago

Cirurgia do Esôfago

Na esofagectomia oncológica, o objetivo é remover a área doente com linfadenectomia apropriada e reconstruir o trânsito de forma segura. Frequentemente, uso o estômago preparado em tubo como conduto; alternativas com cólon ou jejuno são reservadas a casos selecionados. A via de acesso (aberta, laparoscópica/torácica ou robótica) é definida pelo estadiamento, pela localização do tumor e pela segurança. No pós-operatório, organizo fisioterapia respiratória, mobilização precoce e introdução gradual de dieta, sempre com critérios objetivos para alta.

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Cirurgia do Intestino

Cirurgia do Intestino

Na cirurgia oncológica do intestino (delgado e cólon), o objetivo central é remover a doença com margens de segurança adequadas e tratar os linfonodos regionais de acordo com o padrão oncológico recomendado. Em muitos casos, a cirurgia é o pilar do tratamento; em outros, entra como parte de uma estratégia combinada com oncologia clínica.

Antes de chegar à sala cirúrgica, organizo o estadiamento com colonoscopia, exames de imagem e avaliação clínica completa. Com isso, defino se o tumor é ressecável, se há risco de complicações agudas e como encaixar a operação dentro do plano global de tratamento. O foco é sempre equilibrar controle da doença e qualidade de vida.

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Abordagem do Dr. Antonio Cury

Meu trabalho é reduzir a incerteza. Para isso, coloco o caso em etapas claras: confirmação diagnóstica, estadiamento completo, decisão compartilhada, execução padronizada e seguimento com metas. Cada decisão precisa ter propósito e critério técnico.

Técnicas minimamente invasivas

Quando agregam segurança e precisão, aplico laparoscopia e cirurgia robótica. Essas vias usam incisões menores, câmera de alta definição e instrumentos que aumentam a capacidade de dissecção e sutura em áreas profundas. A escolha entre laparoscopia e robótica é individual e guiada pelo benefício real no seu caso. 

Se, em algum momento, a via minimamente invasiva não oferecer a exposição ideal, eu converto para via aberta sem hesitar. Conversão é decisão de segurança, não falha.

Nas ressecções oncológicas, a via não muda os princípios: margens livres, linfadenectomia adequada, hemostasia rigorosa e reconstrução segura. A vantagem potencial está no conforto de parede, no tempo de internação e na mobilização precoce, o que favorece a recuperação nas primeiras semanas.

Tratamento individualizado para cada paciente

Cada plano cirúrgico nasce do conjunto: sintomas, exames, estadiamento e condição clínica. Em tumores com indicação de tratamento combinado, alinho a ordem das etapas com a oncologia e, quando necessário, com nutrição e fisioterapia. Se a cirurgia não oferece benefício real naquele momento, explico o motivo e reorganizo o caminho. Transparência é parte do tratamento.

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📍 Atendimento em gastroenterologia e cirurgia digestiva oncológica – São Paulo – SP

Dr. Antônio Cury

Perguntas Frequentes

As respostas abaixo orientam o raciocínio geral. A decisão final depende da avaliação individual e do estadiamento.

De forma geral, pâncreas, esôfago, estômago e intestino podem ter indicação cirúrgica quando a doença é localizada e ressecável, ou quando a operação resolve complicações (sangramento, obstrução, perfuração). Em cenários metastáticos, a cirurgia pode entrar por controle de sintomas ou dentro de estratégias combinadas. A prioridade é sempre benefício e segurança.

Quando o estadiamento mostra chance real de ressecção completa com margens livres e quando a condição clínica permite atravessar o perioperatório com boa relação risco–benefício. Em situações com complicações ou risco iminente (obstrução, sangramento), a indicação tende a ser mais direta. Em tumores borderline, discutimos terapia sistêmica antes da operação para aumentar a chance de ressecabilidade.

Em casos selecionados, sim. Laparoscopia e robótica são opções quando mantêm qualidade oncológica e segurança. A escolha depende de localização, extensão, aderências, constituição física e logística. Se a via minimamente invasiva não entregar exposição e controle adequados, a via aberta é a melhor decisão.

Eu organizo checklists: avaliações pré-operatórias, ajustes de medicação (incluindo anticoagulantes quando aplicável), jejum, higiene da pele e orientação sobre internação. Quando necessário, integro nutrição para suporte calórico e fisioterapia respiratória. Você recebe um roteiro por escrito com horários, telefones e documentos.

Toda cirurgia tem risco. De forma geral, monitoro sangramento, infecção, trombose e complicações específicas de cada procedimento (por exemplo, fístula em anastomoses intestinais ou ducto pancreático). Uso protocolos preventivos, avaliação diária e metas objetivas de evolução. Antes da operação, explico riscos e benefícios aplicados ao seu caso.

Depende do porte da cirurgia, da via de acesso e da resposta individual. Em muitos procedimentos minimamente invasivos, espero deambulação precoce, analgesia simples e alta mais rápida. Em casa, a recuperação é por etapas, com prazos para dirigir, trabalhar e retomar exercícios definidos no plano de alta.

Atuo em cirurgia digestiva oncológica com foco em pâncreas, esôfago, estômago e intestino, seguindo critérios técnicos de indicação e execução. Em cada caso, explico a estratégia, a via de acesso e como será o seguimento. Quando há necessidade de integração com outras especialidades, isso é organizado antes.

No hospital, defino metas diárias: mobilização, controle da dor, progressão de dieta e vigilância de drenos quando presentes. Na alta, você sai com instruções por escrito (curativos, medicação, sinais de alerta e contatos). Com o laudo anatomopatológico, discuto com a oncologia a necessidade de tratamento complementar e o calendário de retornos e exames de controle.