Meu trabalho reúne gastroenterologia clínica e cirurgia do aparelho digestivo, com foco em indicar quando observar, quando tratar clinicamente e quando a cirurgia realmente traz benefício. Organizo cada caso com base em sintomas, exames e contexto de vida, sem atalhos. Abaixo, apresento as áreas em que atuo no consultório e no centro cirúrgico, sempre com explicações simples sobre quando cada conduta costuma fazer sentido.
Principais tratamentos em gastroenterologia e cirurgia digestiva
Antes de decidir um tratamento, eu confirmo o diagnóstico e alinho expectativas: quais exames ainda faltam, quais opções existem e o que cada uma entrega em termos de resultado, riscos e tempo de recuperação. Só então defino o caminho com você.
Tratamento de Refluxo Gastroesofágico
Começo pelo tratamento clínico e ajustes de hábito. Quando há falha terapêutica ou complicações (esofagite grave, estenose), considero tratamento cirúrgico após documentação com exames (endoscopia, pHmetria, manometria). A indicação é técnica e individual, e o plano de alta detalha dieta, sinais de alerta e prazos de retorno.
Tratamento de Hérnia Abdominal
Avalio hérnias inguinais, umbilicais e incisionais, além de hérnia hiatal quando há impacto clínico. Indico operar diante de dor, aumento do volume, limitações na rotina ou risco de encarceramento/estrangulamento. Explico a técnica proposta, a necessidade de tela quando indicada e como fica o cronograma de volta às atividades. Em hérnia hiatal associada a refluxo, discuto correção do hiato e reconstrução da barreira antirrefluxo.
Cirurgia de Vesícula
Quando há pedra na vesícula com sintomas (dor no lado direito do abdome, náuseas após gordura, inflamação) ou complicações, indico colecistectomia. Na maioria dos casos, faço por via minimamente invasiva, planejando analgesia, retorno à rotina e reintrodução gradual da dieta. A meta é resolver a causa dos episódios e reduzir o risco de novas crises, sem surpresas no pós-operatório.
Constipação
Quando a queixa é de prisão de ventre persistente, reviso rotina, medicamentos, ingestão de água e fibra, além de sinais de alerta. Trato com mudança de hábitos, orientação de evacuação e medicação quando necessário. Solicito exames quando há indicação clínica. Em cenários específicos, discuto outras abordagens de acordo com a causa.
Disfagia
A disfagia merece avaliação quando é progressiva, provoca engasgos, dor ao engolir ou perda de peso. Investigo com endoscopia e, quando necessário, exames complementares. O tratamento vai de medidas clínicas a abordagens cirúrgicas em causas selecionadas. O objetivo é simples: entender por que o alimento “para” e corrigir o mecanismo envolvido.
Miomas e Divertículos
No aparelho digestivo, uso “mioma” para me referir ao leiomioma de esôfago, geralmente benigno, que pode causar disfagia. Em casos sintomáticos ou com dúvida diagnóstica, discuto retirada por abordagem minimamente invasiva, quando indicada. Já a doença diverticular do cólon pode exigir cirurgia em crises complicadas ou sintomas recorrentes; quando há indicação de ressecção, planejo a melhor via, mantendo os princípios de segurança.
Cisto no pâncreas
Nem todo cisto pancreático exige cirurgia. A conduta depende do tipo, tamanho, achados de imagem e sintomas. Sinais de risco mudam o caminho; sem eles, opto por vigilância com cronograma de exames. Quando há indicação cirúrgica, explico o porquê e como será o pós.
Diverticulite
Na diverticulite, pequenos bolsos no intestino inflamam e podem causar dor abdominal, febre e alterações do hábito intestinal. Meu papel é diferenciar crises leves de quadros mais graves, organizar exames e definir se o tratamento será clínico ou cirúrgico, sempre com foco em segurança e prevenção de novas crises.