Atuo como gastroenterologista e cirurgião do aparelho digestivo em São Paulo, unindo consulta clínica, exames de apoio e, quando indicado, técnicas minimamente invasivas. Aqui, explico como enxergo a gastroenterologia, quais problemas avalio com frequência e como organizo o cuidado de ponta a ponta. A ideia é traduzir sintomas em um plano objetivo, com linguagem clara e passos definidos.

O que é gastroenterologia

Quando falo em gastroenterologia, estou me referindo à área que cuida do esôfago, estômago, intestinos, fígado, vesícula e pâncreas. Na prática, é aqui que entram queixas como azia e queimação (refluxo), dificuldade para engolir (disfagia), constipação intestinal, dor abdominal, alterações nas fezes, náuseas e estufamento. 

Também avalio exames alterados, por exemplo, enzimas do fígado acima do normal, ultrassom com pedra na vesícula ou achados no pâncreas que pedem investigação.

Meu trabalho começa com a história clínica bem feita, exame físico e definição de hipóteses. Em seguida, avalio se e quais exames realmente mudam a conduta. Por fim, monto um plano de ação que pode envolver mudanças de rotina, medicação, procedimentos endoscópicos e, quando necessário, cirurgia do aparelho digestivo, sempre explicando por que aquele caminho faz sentido no seu caso.

Doenças tratadas em gastroenterologia

Antes de entrar nos tópicos, deixo um panorama: nem todo sintoma exige cirurgia; grande parte melhora com ajustes de hábitos e medicação por período definido. Quando existe uma causa anatômica clara (por exemplo, hérnia hiatal relevante associada ao refluxo, pedra na vesícula com crises repetidas, hérnia da parede abdominal que cresce ou incomoda), eu discuto a possibilidade de tratamento minimamente invasivo com critérios.

Gastroenterologia

Refluxo gastroesofágico

No refluxo gastroesofágico, o conteúdo do estômago volta para o esôfago com frequência suficiente para causar azia, queimação, gosto amargo e, às vezes, pigarro e tosse. Eu começo pelos gatilhos (horário das refeições, volume, gordura, álcool, deitar logo após comer), proponho medidas simples e, se preciso, uso medicação por tempo combinado. Quando há falha do tratamento clínico, hérnia hiatal importante ou complicações, discuto opções cirúrgicas por via laparoscópica/robótica, explicando prós e contras com base nos exames.

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Disfagia
(dificuldade de engolir)

Chamo de disfagia quando há dificuldade para engolir sólidos, líquidos ou ambos. Primeiro, defino onde está o problema: se no início do ato (fase orofaríngea) ou no trajeto pelo esôfago (fase esofágica). Dependendo da hipótese, organizo endoscopia, manometria, pHmetria/impedâncio-pHmetria e, nos casos orofaríngeos, avaliação com fonoaudiologia. O objetivo é devolver segurança à deglutição, com tratamento clínico, reabilitação e, quando indicado, intervenção endoscópica ou cirúrgica.

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Constipação intestinal

A constipação intestinal não é só “ficar sem evacuar”. Levo em conta ritmo, esforço no vaso, consistência das fezes, dor e sensação de evacuação incompleta. Começo por fibras + água + rotina intestinal e proponho metas viáveis. Quando necessário, uso laxantes de forma planejada (tipo e dose adequados) e investigo disfunção do assoalho pélvico, que pode exigir fisioterapia pélvica e biofeedback. Exames entram no radar quando há sinais de alarme ou falha das medidas iniciais.

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Diverticulite

A doença diverticular é a presença de pequenos “sacos” no intestino grosso, e só vira diverticulite quando um deles inflama, causando dor (geralmente no lado esquerdo), febre e alterações do hábito intestinal. 

Na consulta, diferencio quem tem apenas o achado em exame, e precisa de orientação e acompanhamento, daqueles que estão em crise, quando pode ser necessário antibiótico, exame de imagem e, às vezes, internação.

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Doenças do pâncreas e fígado

Em pâncreas e fígado, avalio sintomas, histórico e achados de exames. Em situações de pancreatite, alterações de imagem ou lesões pancreáticas que pedem discussão cirúrgica, sigo protocolos de segurança e explico a sequência de passos.

Em fígado, organizo investigação quando há enzimas elevadas, esteatose ou outros achados. O plano é individual e pode envolver mudanças de estilo de vida, tratamento clínico e encaminhamentos quando necessário.

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Abordagem moderna no tratamento

Meu método é direto: hipótese clara, exame que muda conduta e plano com começo, meio e fim. O tratamento começa pelo viável hoje, revisão de rotina, alimentação, sono, atividade física, e evolui para medicação com metas e prazos. Quando a origem é estrutural ou quando o controle clínico não é suficiente, explico procedimentos endoscópicos e opções cirúrgicas.

Na cirurgia do aparelho digestivo, priorizo, quando indicado, a via minimamente invasiva (laparoscopia e robótica). Esses recursos permitem incisões menores, visão ampliada e manipulação precisa

O benefício esperado costuma incluir menos dor, menor tempo de internação e retorno mais rápido às atividades. Eu sempre ressalto que indicação é individual: há casos em que a via aberta é a melhor escolha pela anatomia, inflamação local ou segurança.

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Aqui eu reúno os pilares que você vai perceber na prática, na consulta, na decisão de exames e, se for o caso, no centro cirúrgico.

Experiência clínica e cirúrgica

Minha rotina combina consulta de gastroenterologia com cirurgia do aparelho digestivo, incluindo casos benignos (como vesícula e hérnias) e oncológicos do trato gastrointestinal (ênfase em esôfago, estômago e pâncreas). 

Essa integração ajuda a escolher o menor caminho eficaz: quando dá para resolver com ajustes e medicação, eu explico; quando a cirurgia resolve a causa, eu apresento o passo a passo com previsibilidade.

Formação sólida em hospitais de referência

Minha base em cirurgia geral e atuação em gastro foi construída em serviços com alto volume. Some a isso a especialização em videolaparoscopia e a experiência em cirurgia robótica, o que mantém meu raciocínio técnico alinhado ao que há de mais atual nos procedimentos minimamente invasivos. Formação sólida não é só diploma; é saber quando operar, como operar e por que operar e quando não operar.

Atendimento humanizado e personalizado

Atendo em consultório particular e organizo reembolso quando o plano oferece esse benefício. O contato é direto, com cronograma de exames e retornos, sinais de alerta documentados e canal para tirar dúvidas. Em casos cirúrgicos, descrevo pré, intra e pós, inclusive prazos estimados para trabalho, direção e exercícios. A ideia é que você saiba exatamente o que acontece em cada etapa.

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Perguntas Frequentes sobre Gastroenterologia

O gastroenterologista avalia e trata condições do esôfago, estômago, intestinos, fígado, vesícula e pâncreas. No consultório, meu foco é transformar sintomas como azia, dor abdominal, mudança do hábito intestinal e disfagia em um plano claro: ajustes de rotina, medicação quando indicada, exames que mudam conduta e definição de caminhos endoscópicos ou cirúrgicos quando necessário.

Procure avaliação se há azia persistente, dor ou queimação no peito, dificuldade para engolir, constipação que não melhora, dor abdominal que se repete, sangramento nas fezes, perda de peso não explicada ou exames alterados (por exemplo, ultrassom mostrando pedra na vesícula ou enzimas do fígado elevadas). Quanto mais cedo organizarmos o diagnóstico, mais previsível fica o tratamento.

Não. Refluxo e constipação intestinal costumam responder bem a medidas de rotina e medicação por período combinado. Considero cirurgia quando há hérnia hiatal significativa, falha do tratamento clínico, dependência medicamentosa que não queremos manter ou complicações. Na constipação, cirurgia é rara; o foco é fibras + água + rotina, ajuste de laxantes e fisioterapia pélvica quando indicada.

Seleciono os exames de acordo com a hipótese: endoscopia para avaliar esôfago/estômago, ultrassom de abdome para vesícula e vias biliares, tomografia em casos específicos, manometria e pHmetria para distúrbios do esôfago, exames de sangue para fígado e pâncreas e, quando necessário, exames de trânsito intestinal e estudos evacuatórios. Peço o que muda a conduta, evitando excesso.

A primeira consulta segue um roteiro simples: escuto seus sintomas e histórico, faço exame físico, defino hipóteses, explico se e quais exames valem a pena agora, monto um plano com metas realistas e marco reavaliação para medir a resposta. Se o caso for cirúrgico, detalho técnica, preparo, analgesia, tempos de recuperação e sinais de alerta. Você sai sabendo o que fazer hoje e qual é o próximo passo.