O que é gastroenterologia e quando procurar um especialista?

Postado em: 10/11/2025

O que é gastroenterologia e quando procurar um especialista?

A gastroenterologia é a porta de entrada de muitos pacientes no meu consultório, e é por isso que começo esclarecendo o que eu faço e em quais situações faz sentido me procurar.

Atuo em cirurgia do aparelho digestivo e em oncologia digestiva, com forte ênfase em pâncreas, estômago e esôfago; além das cirurgias, avalio e conduzo queixas comuns do dia a dia em gastro, como refluxo, vesícula, hérnias, constipação, disfagia, mioma/divertículo de esôfago e cisto pancreático

Quando há indicação, explico com calma as opções de tratamento e se existe papel para técnicas minimamente invasivas (videolaparoscopia e cirurgia robótica).

O que eu avalio na gastroenterologia (e por que isso importa)

Meu trabalho começa entendendo sintomas, exames já realizados e o histórico. Em gastro, as queixas frequentemente são vagas, como azia, queimação, “pigarro”, dor na “boca do estômago”, desconforto após refeições gordurosas, constipação, diarreias recorrentes, dor abdominal. 

Também é comum chegar com exames alterados (por exemplo, bilirrubina, amilase, lipase) sem um plano claro do que fazer a seguir. Meu papel aqui é organizar a investigação e desenhar uma linha de cuidado do clínico ao cirúrgico, quando necessário.

No site, deixo as Áreas de Atuação com cada tema explicado e interligado às páginas de cirurgias, pois isso facilita navegar do sintoma ao tratamento

Você vai encontrar, por exemplo, páginas específicas de Refluxo, Vesícula, Hérnias, Constipação, Disfagia, Miomas e Divertículos e Cisto no Pâncreas.

O que faz um gastroenterologista cirurgião 

Eu avalio, investigo e trato doenças do aparelho digestivo. Em muitos casos, o caminho é clínico; em outros, há indicação cirúrgica

Quando indico cirurgia, explico com transparência as vias de acesso e, se existir benefício real no seu caso, proponho a via minimamente invasiva (videolaparoscopia/robótica).

Entre os benefícios esperados, quando comparados à via aberta, estão menos dor, menor tempo de internação, retorno mais rápido às atividades, menor risco de hérnia/infecção e menor sangramento, pontos particularmente relevantes em oncologia digestiva. Decidimos juntos, com base no quadro clínico.

Quando procurar um especialista em gastroenterologia 

Existem sinais de alerta que merecem avaliação. Alguns exemplos que vejo com frequência:

Refluxo gastroesofágico (azia, queimação, pigarro)

Refluxo não é “só desconforto”: pode impactar sono, voz, rotina e, em alguns casos, estar ligado a outras condições do esôfago. Investigo causas, confirmo diagnóstico e discuto condutas clínicas ou cirúrgicas, conforme cada cenário. No site, a página Refluxo aprofunda o tema.

Vesícula biliar (pedras, microcálculos, “má digestão”)

Dor no quadrante superior direito, náusea, vômito, piora após alimentos gordurosos e icterícia pedem investigação. Em casos indicados, a colecistectomia por videolaparoscopia entra como padrão. 

Hérnias (inguinal, umbilical, hiatal, incisional)

Abaulamento que aumenta ao esforço e desconforto local são sinais clássicos. Defino indicação cirúrgica conforme tipo de hérnia e sintomas; quando pertinente, uso abordagem minimamente invasiva. 

Intestino (constipação, diarreia, dor abdominal)

Quadros persistentes merecem avaliação clínica estruturada. Eu organizo os exames e guio o manejo; cirurgias ficam reservadas a cenários específicos, sempre explicados com calma. 

Disfagia (dificuldade para engolir)

Disfagia é a dificuldade de deglutição pede avaliação do esôfago. Entre as causas, estão alterações de motilidade e condições estruturais como acalásia.

Mioma e divertículo de esôfago

Condições benignas que, em alguns casos, têm indicação cirúrgica; muitas vezes por via minimamente invasiva, conforme o caso. 

Cisto no pâncreas

Nem todo cisto exige cirurgia, mas todos exigem acompanhamento criterioso. Avalio risco, indico seguimento e explico quando operar. 

Quando os exames de sangue levantam a mão

Também chegam muitos pacientes porque um exame alterou e ninguém explicou o que fazer a seguir. 

Bilirrubina, amilase, lipase e marcadores como CA 19-9 podem servir de ponto de partida, não de diagnóstico final. 

Eu contextualizo os números, corrijo expectativas e traço o plano: observar, investigar, tratar clinicamente ou indicar cirurgia.

E a oncologia do aparelho digestivo?

Além das queixas do dia a dia, concentro minha prática cirúrgica em oncologia digestiva, particularmente pâncreas, estômago e esôfago; câncer de intestino também é prevalente no cotidiano do consultório. 

Quando preciso operar, avalio a viabilidade da via minimamente invasiva (laparoscópica/robótica) e discuto com você prós e contras de cada opção. 

Observação importante de escopo: não realizo cirurgia de fígado. Quando necessário, encaminho para colegas especializados nessa área.

Por que (e quando) usar laparoscopia e cirurgia robótica

Quando faz sentido, opero por pequenas incisões. A laparoscopia oferece visão ampliada e precisão; a plataforma robótica adiciona estabilidade, ergonomia e movimentos articulados que ajudam em planos anatômicos delicados (especialmente válidos na oncologia digestiva). 

Entre os benefícios relatados estão menos dor, alta mais rápida, menor risco de hérnia/infecção e menor sangramento, fatores que pesam na recuperação e no desfecho do tratamento. A indicação é individual: explico tudo antes.

Primeira consulta: como eu organizo seu caso

Minha consulta é prática e objetiva. Reviso sintomas, histórico e exames, priorizo o que precisa de confirmação e o que já pode ser decidido, e alinjo expectativas

Se surgir o cenário cirúrgico, descrevo o passo a passo, riscos e benefícios, preparo pré-operatório e como será o pós, tudo em linguagem clara e com espaço para dúvidas. 

Ao final, você sai com um plano (investigar, tratar clinicamente ou operar) e com os próximos passos organizados.

Atendo onde você está (inclusive à distância)

Além do presencial em São Paulo, realizo teleconsulta, recurso que facilita para quem mora em outras cidades/estados ou para organizar decisões e exames antes da vinda ao consultório. 

Também atendo em português, espanhol, inglês e francês, o que ajuda pacientes e famílias de outras nacionalidades. Os detalhes de centro cirúrgico e agenda são definidos caso a caso na consulta.

Perguntas Frequentes

O que faz um gastroenterologista?

Eu avalio, investigo e trato doenças do aparelho digestivo. No meu caso, além da parte clínica da gastro, realizo cirurgias quando indicadas, com ênfase em pâncreas, estômago e esôfago e, quando faz sentido, utilizo laparoscopia e cirurgia robótica para favorecer recuperação.

Quais sintomas indicam uma consulta?

Sinais comuns: azia/queimação, pigarro, dor na “boca do estômago”, desconforto após refeições gordurosas, icterícia, constipação, diarreias recorrentes, dor abdominal, dificuldade para engolir e exames alterados (bilirrubina, amilase, lipase). Se algum deles aparecer, faz sentido agendar.

Como é feita a consulta com o gastro?

Na consulta, organizo história clínica, exames e sintomas, explico hipóteses e defino o plano (investigar, tratar clinicamente ou operar). Quando há cirurgia no horizonte, alinho via de acesso e preparo do pré ao pós.

Quais exames o gastroenterologista pode solicitar?

Depende do caso, mas frequentemente avalio ou solicito exames de sangue e de imagem voltados ao aparelho digestivo. Quando um exame vier alterado (como bilirrubina, amilase, lipase), eu contextualizo e defino próximos passos.

Quando o refluxo deve ser investigado?

Quando há azia/queimação persistentes, “ácido voltando”, pigarro ou impacto no sono/qualidade de vida. Eu confirmo diagnóstico, trato clinicamente e, quando indicado, discuto opções cirúrgicas.

Quais doenças o gastro trata com mais frequência?

No meu dia a dia: refluxo, vesícula (pedras/microcálculos), hérnias, constipação, disfagia, mioma/divertículo de esôfago, cistos pancreáticos e, na oncologia, tumores de pâncreas, estômago, esôfago e intestino. (Fígado fica fora do meu escopo cirúrgico.)

Qual a diferença entre gastro e proctologista?

De modo simples: a gastroenterologia cuida do aparelho digestivo como um todo, e o proctologista (coloproctologista) é o especialista focado em doenças do intestino grosso, reto e ânus. No meu consultório, quando identifico casos que precisam de um proctologista, encaminho para colegas da área, e sigo acompanhando seu cuidado global. 

Vamos transformar sintomas em um plano claro?

Se você está convivendo com sintomas digestivos, com exames alterados ou com um diagnóstico que pede decisão cirúrgica, meu convite é direto: traga seus exames e dúvidas para a consulta, e eu organizo, em linguagem simples, o plano do seu cuidado. Quando houver indicação, avalio a possibilidade de laparoscopia/robótica para combinar precisão e recuperação planejada.