Cirurgia de refluxo: como funciona e quando é indicada
Postado em: 19/01/2026

A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) ocorre quando o ácido do estômago retorna para o esôfago, causando azia, queimação, regurgitação e, em alguns casos, dor no peito. É uma das condições digestivas mais comuns e pode afetar a alimentação, o sono e a qualidade de vida.
Na maioria das vezes, mudanças nos hábitos alimentares e o uso de medicamentos que reduzem a acidez controlam os sinais. Porém, quando o refluxo é persistente, provoca inflamação no esôfago ou exige uso contínuo de remédios, a cirurgia de refluxo gastroesofágico pode ser indicada como uma solução eficaz e duradoura.
O procedimento tem como objetivo reconstruir o mecanismo natural de fechamento entre o esôfago e o estômago, impedindo o retorno do ácido. Realizada por técnicas minimamente invasivas, garante melhora dos sintomas e recuperação rápida.
A seguir, entenda como a cirurgia de refluxo funciona e em quais situações ela é recomendada.
O que é a doença do refluxo gastroesofágico?
A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é caracterizada pelo retorno frequente do conteúdo do estômago para o esôfago, estrutura que não está preparada para lidar com a acidez. Esse contato gera irritação e inflamação da mucosa, levando a sintomas incômodos e recorrentes, como:
- Azia e queimação no peito;
- Regurgitação e gosto amargo na boca;
- Tosse crônica, rouquidão ou sensação de “bolo na garganta”;
- Piora dos efeitos ao deitar ou após refeições pesadas.
Se os sintomas são frequentes ou comprometem o bem-estar, é importante buscar avaliação com um cirurgião do aparelho digestivo para confirmar o diagnóstico e definir o tratamento adequado.
Por que o refluxo acontece?
O refluxo ocorre quando o esfíncter esofágico inferior — músculo que atua como válvula entre o esôfago e o estômago — perde sua capacidade de fechamento, permitindo a subida do ácido gástrico.
Principais fatores de risco
- Hérnia de hiato, quando parte do estômago se projeta para o tórax;
- Obesidade e acúmulo de gordura abdominal;
- Alimentação rica em gorduras, frituras, café, álcool e alimentos ácidos;
- Tabagismo;
- Uso prolongado de medicamentos que afetam o tônus muscular;
- Gravidez, devido ao aumento da pressão abdominal.
Se não há melhora com o tratamento clínico ou surgem complicações, a cirurgia de refluxo pode ser indicada como tratamento definitivo.
Quando a cirurgia de refluxo é indicada?
A cirurgia de refluxo gastroesofágico é recomendada quando o tratamento clínico não controla os sintomas ou quando há alterações estruturais que comprometem o esôfago.
Indicações mais comuns
- Sintomas persistentes, mesmo com uso correto de medicamentos;
- Dependência contínua de remédios para manter o alívio;
- Esofagite severa, úlceras ou estreitamento do esôfago;
- Hérnia de hiato volumosa;
- Impacto significativo na qualidade de vida.
A decisão é individual, baseada em exames como endoscopia digestiva alta e estudo funcional do esôfago, que avaliam o grau do refluxo e a integridade da válvula esofágica.
Como é feita a cirurgia de refluxo gastroesofágico?
O procedimento mais realizado é a fundoplicatura laparoscópica, que reforça a válvula natural entre o esôfago e o estômago para impedir o retorno do ácido gástrico.
Durante a cirurgia:
1. O paciente recebe anestesia geral;
2. São feitas pequenas incisões no abdômen para introduzir uma câmera e os instrumentos cirúrgicos;
3. O estômago é parcialmente envolvido ao redor do esôfago, criando uma barreira que evita o refluxo;
4. Se houver hérnia de hiato, ela é corrigida no mesmo procedimento.
Por ser uma técnica minimamente invasiva, oferece menos dor, recuperação rápida e baixo risco de complicações, assegurando excelente controle dos sintomas e melhora da qualidade de vida.
Opções cirúrgicas disponíveis
A cirurgia de refluxo pode ser realizada por diferentes técnicas, escolhidas de acordo com a anatomia do paciente, o tamanho da hérnia e a experiência da equipe médica.
O objetivo é reconstruir a barreira entre o esôfago e o estômago, evitando o retorno do ácido gástrico e garantindo alívio duradouro dos sintomas.
Cirurgia laparoscópica
Considerada o padrão-ouro no tratamento do refluxo, é feita com pequenas incisões e uso de câmera de alta definição. Oferece excelente visualização interna, menor sangramento e retorno precoce às atividades.
Cirurgia robótica
A cirurgia robótica é uma evolução da laparoscopia, que utiliza visão tridimensional ampliada e movimentos de alta precisão para maior controle e segurança durante o procedimento.
Indicada em casos complexos ou em hérnias volumosas, essa técnica oferece melhor reconstrução anatômica, menor trauma tecidual e recuperação mais confortável e rápida.
Cirurgia aberta
Utilizada em situações específicas, como hérnias grandes ou cirurgias abdominais prévias extensas. Apesar da incisão maior, é segura e eficaz quando bem indicada.
Cuidados pós-operatórios e recuperação
A recuperação costuma ser rápida e bem tolerada. A internação hospitalar dura, em média, 1 a 2 dias, e o retorno às atividades ocorre de forma gradual.
Nos primeiros dias, a dieta é líquida, evoluindo para pastosa e depois sólida, conforme orientação médica. É comum sentir um leve desconforto abdominal nas primeiras semanas, que tende a desaparecer com a adaptação do organismo.
O acompanhamento pós-operatório é essencial para avaliar a cicatrização, ajustar a dieta e garantir segurança.
Atividades leves podem ser retomadas em poucos dias, enquanto exercícios físicos e esforços intensos devem aguardar liberação do cirurgião.

Benefícios do tratamento cirúrgico
Quando bem indicada, a cirurgia de refluxo traz benefícios duradouros e melhora significativa nas tarefas diárias.
Entre os principais resultados estão:
- Controle efetivo dos sintomas de azia e regurgitação;
- Redução ou suspensão do uso de medicamentos;
- Melhora do sono, disposição e conforto digestivo;
- Prevenção de inflamações e complicações esofágicas.
Perguntas frequentes sobre cirurgia de refluxo
1. Quanto tempo dura a internação?
Em média, de 24 a 48 horas, dependendo da técnica cirúrgica e da recuperação individual.
2. Quais são os riscos da cirurgia?
As complicações são raras quando o procedimento é realizado por uma equipe experiente. Podem incluir sangramento, infecção ou dificuldade temporária para engolir, geralmente reversíveis com acompanhamento médico.
3. Qual é a taxa de sucesso da cirurgia de refluxo?
Estudos clínicos indicam melhora dos sintomas em 80% a 90% dos pacientes, com controle duradouro da azia e regurgitação.
4. Como é a recuperação após a cirurgia?
O paciente pode retomar atividades leves em poucos dias e retornar à rotina completa em duas a três semanas, conforme orientação médica.
Refluxo tem solução: saiba quando a cirurgia pode ajudar
Azia e regurgitação frequentes podem indicar refluxo gastroesofágico, uma condição que merece atenção médica.
O Dr. Antonio Cury, cirurgião do aparelho digestivo, realiza a cirurgia de refluxo com técnicas minimamente invasivas, que oferecem segurança, recuperação rápida e resultados duradouros.
Agende sua consulta e descubra se a intervenção cirúrgica é indicada para o seu caso.
Recupere o conforto de viver bem, com orientação especializada e acolhimento médico.