Quais as principais causas da disfagia?
Postado em: 15/12/2025

A dificuldade para engolir, conhecida como disfagia, é um sintoma que pode surgir em diferentes fases da vida e estar associado a diversas doenças, desde alterações neurológicas até tumores no trato digestivo.
Além do desconforto, o problema pode comprometer a nutrição e causar complicações respiratórias, tornando essencial o diagnóstico precoce.
Com atendimento personalizado na Rua Dona Adma Jafet, 74, Bela Vista, o Dr. Antônio Cury, gastroenterologista e cirurgião do aparelho digestório, oferece uma abordagem completa, com suporte clínico e cirúrgico, além de acompanhamento próximo do paciente e familiares.
A seguir, entenda o que pode estar por trás da sua disfagia e como é possível tratá-la!
O que é a disfagia?
A disfagia é a dificuldade em engolir alimentos sólidos, líquidos ou até a própria saliva. Ela pode ocorrer em qualquer ponto do processo de deglutição, desde a boca até o estômago.
Em muitos casos, o paciente relata sensação de alimento “parado” na garganta ou no peito, engasgos frequentes e tosse durante as refeições.
A deglutição é um processo complexo que envolve músculos, nervos e estruturas anatômicas da orofaringe e do esôfago. Quando há algum comprometimento nesses mecanismos, o alimento ou o líquido pode não seguir o trajeto correto, levando à disfagia orofaríngea (quando o problema está na boca ou garganta) ou à disfagia esofágica (quando o problema está no esôfago).
Quais as causas mais comuns da disfagia?
As causas da disfagia podem ser divididas entre funcionais, relacionadas à movimentação inadequada dos músculos ou nervos, e estruturais, que envolvem estreitamentos, inflamações ou tumores no esôfago.
Entre as principais causas estão:
- Doenças neurológicas: acidente vascular cerebral (AVC), doença de Parkinson, esclerose lateral amiotrófica e Alzheimer podem comprometer os nervos e músculos responsáveis pela deglutição.
- Refluxo gastroesofágico: a exposição prolongada do esôfago ao ácido gástrico causa inflamação e pode levar à estenose (estreitamento), dificultando a passagem dos alimentos.
- Acalasia: é um distúrbio motor em que o esfíncter inferior do esôfago não relaxa adequadamente, impedindo a passagem do bolo alimentar para o estômago.
- Tumores de esôfago: o câncer de esôfago é uma das causas mais graves de disfagia, geralmente evoluindo de dificuldade com sólidos para líquidos.
- Esofagite eosinofílica: uma doença inflamatória de origem alérgica que causa endurecimento da parede esofágica.
- Corpos estranhos e estenoses pós-cirúrgicas: Podem obstruir parcial ou totalmente o esôfago.
- Doenças musculares: Miopatias e distrofias podem afetar a musculatura envolvida na deglutição.
O diagnóstico requer uma avaliação detalhada, incluindo endoscopia digestiva alta, exames de imagem, manometria esofágica e, em alguns casos, avaliação fonoaudiológica.
Quais as opções de tratamento para disfagia?
O tratamento da disfagia depende da causa e da gravidade dos sintomas. Em casos leves, podem ser indicadas mudanças na alimentação e terapias fonoaudiológicas para reeducação da deglutição.
Nos casos de refluxo gastroesofágico ou inflamação do esôfago, o tratamento clínico inclui medicamentos que reduzem a acidez e controlam os sintomas.
Já nas estenoses ou acalasia, pode ser necessário realizar dilatações endoscópicas, injeção de toxina botulínica ou cirurgias corretivas, como a miotomia de Heller ou procedimentos laparoscópicos e robóticos, que oferecem recuperação mais rápida e menor dor pós-operatória.
Em situações em que há tumores, a cirurgia continua sendo o principal tratamento, podendo envolver esofagectomia parcial ou total, associada a quimioterapia e radioterapia, conforme o estágio da doença.
No consultório do Dr. Antônio Cury, cada paciente recebe um acompanhamento individualizado, com auxílio em todos os trâmites do processo cirúrgico e suporte direto pelo WhatsApp, incluindo familiares em casos de cirurgias de maior porte.
Dúvidas frequentes
1. Quando a cirurgia para disfagia é necessária?
A cirurgia é indicada quando há obstrução do esôfago, tumores, acalasia ou estenoses graves que não respondem a tratamentos clínicos ou endoscópicos.
2. Quais são os tratamentos clínicos para disfagia?
Podem incluir medicamentos para refluxo, antibióticos em casos infecciosos, reeducação da deglutição com fonoaudiólogo e dietas adaptadas para reduzir o risco de engasgos.
3. O tratamento é diferente em idosos?
Sim. Nos idosos, a disfagia pode estar associada ao envelhecimento muscular ou a doenças neurológicas. O tratamento é mais conservador e focado em manter segurança e qualidade nutricional.
4. A fonoaudiologia ajuda no tratamento da disfagia?
Sim. O fonoaudiólogo ensina técnicas de deglutição seguras e exercícios para fortalecimento muscular, sendo parte essencial do tratamento não cirúrgico.
5. Quanto tempo dura o tratamento da disfagia?
O tempo varia conforme a causa. Em casos funcionais, pode haver melhora em semanas. Já em doenças estruturais ou neurológicas, o tratamento é contínuo.
6. Disfagia pode causar engasgos frequentes?
Sim. Quando o alimento segue para as vias respiratórias, há risco de engasgos e até de aspiração pulmonar, exigindo acompanhamento médico imediato.
7. Toda disfagia precisa de cirurgia?
Não. Muitas vezes, o tratamento clínico e a reabilitação são suficientes. A cirurgia é reservada para casos em que há obstruções ou doenças estruturais.
8. A disfagia pode estar relacionada ao câncer de esôfago?
Sim. A disfagia progressiva, especialmente quando inicia com sólidos e evolui para líquidos, pode indicar tumor no esôfago e deve ser investigada com urgência.
9. É normal sentir disfagia após uma cirurgia digestiva?
Sim, em alguns casos temporários. Inflamações e cicatrizes pós-operatórias podem causar dificuldade para engolir, geralmente resolvida com acompanhamento médico.
Venha conversar!
Se você tem notado dificuldade para engolir, não deixe de buscar ajuda médica. Venha entender a causa da sua disfagia com o Dr. Antônio Cury e conte com um cuidado totalmente personalizado.
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