Ao lado da prática clínica e cirúrgica, também dedico parte da minha rotina à formação de outros cirurgiões do aparelho digestivo e cirurgiões oncológicos. Na minha experiência, a curva de aprendizado realmente muda quando teoria, vídeo e sala cirúrgica se encontram em um ambiente controlado, com tempo para repetir gestos, revisar decisões e consolidar cada etapa da técnica.

Por isso, coordeno uma imersão prática em Oncologia do Aparelho Digestivo Alto, em parceria com a Scientific Research, em formato de Cadaver Lab no Centro de Treinamento Quirontec, em São Paulo. É um curso pensado para quem já vive o dia a dia da cirurgia e quer ganhar segurança em cenários oncológicos mais complexos, com foco em esôfago e estômago.

Imersão em Oncologia do Aparelho Digestivo Alto – Cadaver Lab

Nos dias 24 e 25 de janeiro de 2026, conduzirei, ao lado do Dr. João Siufi, uma imersão presencial e intensiva em oncologia do aparelho digestivo alto, com foco em cirurgia minimamente invasiva.

A imersão acontece no Centro de Treinamento Quirontec, em São Paulo, com cadáveres fresh frozen, carga horária de 20 horas e 30 vagas, organizadas em estações com até três cirurgiões por mesa. A proposta é recriar, da forma mais fiel possível, a realidade da sala cirúrgica, mas com liberdade para refazer etapas, testar variações técnicas e discutir decisões sem a pressão do tempo assistencial.

Ao longo de dois dias, organizo o conteúdo em tempos torácico e abdominal, sempre com a lógica oncológica por trás de cada gesto: exposição, linfonodos, margens, reconstruções e controle vascular.

O que você vai treinar na prática

Nesta imersão, o foco é praticar, de forma repetida, os passos cirúrgicos-chave da oncologia do aparelho digestivo alto. A ideia é que, ao final do curso, você tenha revisitado todas as etapas críticas de uma operação desse tipo, do tempo torácico ao tempo abdominal, com atenção especial a dissecções, linfadenectomias e reconstruções.

Dissecção esofágica

Trabalhamos a dissecção do esôfago em planos anatômicos claros, reforçando limites seguros em torno de estruturas nobres. O objetivo é sentir a profundidade do campo, treinar o posicionamento dos instrumentos e integrar o raciocínio de exposição com a preservação de estruturas vitais.

Anastomoses (manuais e com grampeador)

As anastomoses esofágicas, gastrojejunal e esôfago-jejunal são repetidas em diferentes configurações, tanto manuais quanto com grampeadores. A ênfase está em tensão, calibre, vascularização e manejo de pequenos ajustes durante o disparo e a sutura complementar.

Linfadenectomia D2

A linfadenectomia D2 é treinada com foco na identificação de grupos linfonodais, respeito às referências anatômicas e manutenção da lógica oncológica. Mais do que “tirar linfonodo”, a ideia é consolidar a leitura do campo e a sequência de desvascularizações.

Gastrectomia e reconstruções

A gastrectomia subtotal e as reconstruções associadas são repetidas passo a passo: definição da linha de ressecção, planejamento do remanescente gástrico, escolha da reconstrução (gastrojejunal, esôfago-jejunal) e organização do trânsito. Cada etapa é discutida à luz de indicações oncológicas e impacto funcional.

Tempo torácico: esôfago em detalhe

No tempo torácico, o foco é o esôfago e o entorno. A proposta é treinar a cirurgia esofágica com calma, entendendo campos, planos e variações anatômicas, e integrar cada gesto ao raciocínio oncológico.

  • Dissecção esofágica: Retomamos a dissecção do esôfago com mais profundidade, trabalhando acesso, progressão pelo mediastino e relação com estruturas adjacentes. A ideia é treinar a leitura de planos, o uso de energia e o cuidado com estruturas críticas, sempre com possibilidade de refazer trechos da dissecção.
  • Ligadura da veia ázigos: A ligadura da veia ázigos é praticada em cenário controlado, discutindo exposição, controle vascular e sequenciamento da ligadura dentro da operação. Trabalhamos a noção de segurança: quando abordar, como preparar o campo e como lidar com variações anatômicas.
  • Dissecção dos pilares diafragmáticos: A dissecção e sutura dos pilares é treinada com foco em entender o hiato em visão tridimensional, reforçando o raciocínio que será útil tanto em cirurgias oncológicas quanto em situações de hérnia hiatal e refluxo.
  • Anastomoses esofágicas: Nas anastomoses esofágicas, o objetivo é praticar diferentes configurações e discutir, na prática, as vantagens de cada uma. Trabalhamos desde o posicionamento ideal dos grampeadores até a sutura manual complementar, com tempo para ajustar detalhes finos de técnica.
  • Controle vascular em cenários simulados: Também simulamos situações de controle vascular, discutindo quais manobras são mais seguras para o mediastino, como organizar a exposição e como preparar o campo antes de qualquer ligadura ou secção. A ideia é treinar decisões antes que elas sejam necessárias em um contexto real.

Tempo abdominal: estômago, linfonodos e reconstruções

No tempo abdominal, a imersão se volta à cirurgia gástrica e à linfadenectomia, sempre com a lógica do câncer gástrico e das ressecções associadas.

  • Linfadenectomia D2: Revisitamos a linfadenectomia D2 em detalhe, com ênfase em grupos linfonodais, trajetória dos vasos e sequência de desvascularizações. A proposta é consolidar a leitura anatômica e a fluidez da dissecção em torno das principais estruturas.
  • Gastrectomia subtotal: Na gastrectomia subtotal, praticamos a definição das margens, a via de acesso, a secção gástrica com grampeadores e o planejamento do remanescente. O foco é integrar o raciocínio oncológico com o impacto na função pós-operatória.
  • Anastomose gastrojejunal: A anastomose gastrojejunal é repetida para treinar posicionamento de alça, construção do orifício, disparo do grampeador e suturas de reforço. O objetivo é reduzir inseguranças na hora de executar essa etapa em casos reais.
  • Anastomose esôfago-jejunal: Na anastomose esôfago-jejunal, trabalhamos a reconstrução após gastrectomias mais amplas, discutindo comprimento de alça, tensão, vascularização e diferentes estratégias de fechamento do orifício do grampeador.
  • Secção do duodeno: A secção do duodeno é praticada levando em conta a relação com o pâncreas e com estruturas vasculares próximas. A ideia é reforçar a importância de planejar bem o nível da secção e o reforço da linha de grampeamento.
  • Procedimentos adicionais (colecistectomia, esplenectomia): Dentro do contexto oncológico, também treinamos colecistectomia e esplenectomia associadas, sempre com o olhar voltado para acesso, hemostasia e integração dessas etapas ao tempo principal da operação.
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📍 Imersão presencial – Centro de Treinamento Quirontec – São Paulo – SP

Para quem a imersão foi criada

Esta não é uma imersão de introdução à cirurgia. O curso foi desenhado para cirurgiões que já têm vivência de centro cirúrgico e desejam aprofundar a técnica em oncologia do aparelho digestivo alto.

Cirurgiões oncológicos e do aparelho digestivo

A imersão é especialmente indicada para cirurgiões oncológicos e cirurgiões do aparelho digestivo que já lidam com casos de esôfago e estômago e querem consolidar técnicas minimamente invasivas, revisando decisões em D2, reconstruções e manobras de controle vascular.

Residentes R4 ou R5

Residentes em estágios avançados (R4, R5) que já possuem base sólida em cirurgia geral podem usar o curso para acelerar a curva de aprendizado em oncologia digestiva alta, concentrando em dois dias o que muitas vezes é aprendido de forma fragmentada ao longo dos anos.

Cirurgiões formados buscando atualização

Cirurgiões com alguns anos de formado que desejam se atualizar em técnicas laparoscópicas e, sobretudo, em organização de tempo operatório podem encontrar na imersão um ambiente seguro para testar ajustes de técnica e incorporar novos detalhes à rotina.

Profissionais que já têm experiência e querem evoluir técnica

De forma geral, a imersão foi pensada para quem já “fala a mesma língua cirúrgica” e quer evoluir em técnica e tomada de decisão, discutindo casos com colegas e instrutores que vivem a oncologia digestiva alta no dia a dia.

Metodologia

A imersão foi desenhada para ser prática, intensa e guiada, com número limitado de participantes e acompanhamento direto em cada estação.

30 vagas – 3 alunos por estação

São 30 vagas, organizadas em estações com 3 participantes, o que garante tempo real de instrumento e console para todos. Não é um curso observacional: cada cirurgião executa etapas inteiras da cirurgia, sob supervisão.

Hands-on em fresh frozen

O treinamento é feito em cadáveres fresh frozen, o que oferece uma anatomia muito próxima da realidade, com planos de dissecção, textura e resposta dos tecidos comparáveis à prática clínica.

Supervisão direta em cada etapa

Cada estação conta com instrutores acompanhando de perto, corrigindo detalhes finos de técnica, sugerindo ajustes de posição e discutindo alternativas para o mesmo problema anatômico.

Discussão crítica de decisão cirúrgica

Além da execução, há espaço para discutir decisão cirúrgica: quando converter, qual reconstrução escolher, como adaptar a tática à anatomia encontrada, como manejar eventuais dificuldades de exposição.

Integração com conteúdo teórico

Antes e entre as práticas, revisamos pontos teóricos essenciais em oncologia do aparelho digestivo alto, princípios de linfadenectomia, vias de acesso e reconstruções. A teoria é usada como base imediata para o que será feito na estação, sem aulas distantes da realidade do campo operatório.

Imersão em Oncologia do Aparelho Digestivo Alto – Cadaver Lab

Nos dias 24 e 25 de janeiro de 2026, conduzirei, ao lado do Dr. João Siufi, uma imersão presencial e intensiva em oncologia do aparelho digestivo alto, com foco em cirurgia minimamente invasiva.

A imersão acontece no Centro de Treinamento Quirontec, em São Paulo, com cadáveres fresh frozen, carga horária de 20 horas e 30 vagas, organizadas em estações com até três cirurgiões por mesa. A proposta é recriar, da forma mais fiel possível, a realidade da sala cirúrgica, mas com liberdade para refazer etapas, testar variações técnicas e discutir decisões sem a pressão do tempo assistencial.

Ao longo de dois dias, organizo o conteúdo em tempos torácico e abdominal, sempre com a lógica oncológica por trás de cada gesto: exposição, linfonodos, margens, reconstruções e controle vascular.

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📍 Imersão presencial – Centro de Treinamento Quirontec – São Paulo – SP

Perguntas Frequentes sobre o Oncologia do Aparelho Digestivo Alto

Não. A imersão é 100% prática. Cada participante atua em cadáver fresh frozen, executando etapas completas da cirurgia, com supervisão direta em cada estação. A observação acontece, mas sempre acompanhada de tempo real de instrumento para todos.

O diferencial está na combinação de fidelidade anatômica do fresh frozen com uma estrutura pensada para oncologia do aparelho digestivo alto, organizada do tempo torácico ao abdominal. O foco é treinar, em sequência, as principais etapas da cirurgia gastro-oncológica minimamente invasiva, com número reduzido de alunos por estação.

Sim. Ao concluir a imersão, você recebe certificado emitido pela Scientific Research, com carga horária e participação na imersão prática em oncologia do aparelho digestivo alto.

A recomendação é que o participante já tenha experiência prévia em cirurgia geral e atue ou tenha interesse real em oncologia do aparelho digestivo alto. Residentes em estágios avançados (R4, R5) e cirurgiões já formados se beneficiam mais do formato proposto.

São 30 vagas, com 3 cirurgiões por estação, justamente para garantir prática repetida, acompanhamento próximo e possibilidade real de revisar gestos técnicos ao longo dos dois dias.

As inscrições são feitas diretamente pelo site da Scientific Research, na página oficial do curso (scientificresearch.com.br/curso-gastro-oncologia/). Lá você encontra formulário de contato, detalhes sobre datas, local, estrutura e orientações completas para garantir sua vaga.